uma vez, vi, em um filme, um homem chorar . uma única vez, e eu disse chorar.
quinta-feira, 8 de setembro de 2016
sexta-feira, 26 de agosto de 2016
sexta-feira, 12 de agosto de 2016
quinta-feira, 28 de julho de 2016
domingo, 17 de julho de 2016
SESSÃO - RUA DA VERGONHA - 1956 (KENJI MIZOGUCHI)
de ter esgotado
tudo o que se comunique
pela imobilidade
e pelo silêncio
Robert Bresson- Notes sur le cinématographe, Folio, Gallimard
quarta-feira, 29 de junho de 2016
SESSÃO - AQUELE QUERIDO MÊS DE AGOSTO - 2008 (MIGUEL GOMES)
não podemos, hoje em dia, refazer ou copiar o passado, a américa, holywood, mas podemos estabelecer um diálogo com o que desapareceu. voltar a algo que o cinema de certa forma perdeu, talvez seu paraíso, essa espécie de inocência, de crença que o espectador tinha na primeira idade do cinema.
eu creio que na época, era por exemplo mais fácil fazer uma cena na qual os personagens olham as nuvens e onde as nuvens se transformam em animais. porque o cinema era jovem e o espectador também.
o cinema tem essa capacidade de fazer retornar essa crença, mesmo se a gente sabe que é falso, que não é a vida. eu penso que no cinema, hoje em dia, falta essa crença, essa juventude.
nossa memória carrega a memória de todos esses fantasmas do passado, e nós precisamos deles, de uma maneira muito emocional. é preciso fazer cinema contemporâneo tentando fazer voltar esses fantasmas da juventude do cinema.
Miguel Gomes - entrevista aos Cahiers du cinéma, dezembro 2012 ( nº 683 )
quarta-feira, 15 de junho de 2016
SESSÃO - O ALUCINADO - 1953 (LUIS BUÑUEL)
o que é a paixão? é um estado, é algo que te toma de
assalto, que se apodera de você, que te agarra pelos ombros, que não conhece
pausa, que não tem origem. na verdade, não se sabe de onde vem. a paixão
simplesmente vem. é um estado sempre móvel, mas que não vai em direção a um
ponto dado. há momentos fortes e momentos fracos, momentos em que ela é levada à incandescência. ela flutua. ela
balança. é uma espécie de instante instável que se persegue por razões
obscuras, talvez por inércia. ela procura, ao limite, manter-se e desaparecer.
a paixão se dá todas as condições para continuar e, ao mesmo tempo, para se
destruir a si própria. na paixão, não se é cego. simplesmente, nestas situações
de paixão não se é quem se é. não tem mais sentido ser quem se é. vê-se as
coisas muito diferentemente.
na paixão, há também uma qualidade de sofrimento-prazer que
é muito diferente do que se pode encontrar no desejo ou no que se chama sadismo
ou masoquismo.
pode-se perfeitamente amar sem que o outro ame. é uma
questão de solidão. é a razão pela qual, em algum sentido, o amor é sempre
cheio de solicitações de um para com o outro. é aí que está sua fraqueza,
porque pede sempre algo ao outro, enquanto que, no estado de paixão entre duas
ou três pessoas, há algo que permite comunicar intensamente
Michel Foucault - Conversation avec Werner Schroeter (Dits et écrits II) - Gallimard
http://1libertaire.free.fr/MFoucault284.html
http://portalgens.com.br/portal/images/stories/pdf/estadosdepaixao.pdf
http://1libertaire.free.fr/MFoucault284.html
http://portalgens.com.br/portal/images/stories/pdf/estadosdepaixao.pdf
Assinar:
Postagens (Atom)











